Petrolina está a 376 metros de altitude e já passou dos 350 mil habitantes, com a orla do Rio São Francisco concentrando boa parte da expansão imobiliária e logística dos últimos anos. Aterros sobre os latossolos e argissolos típicos do sertão exigem um controle de compactação que vá além da aparência da camada pronta. O ensaio de densidade in situ com cone de areia é o procedimento que aplicamos para verificar o grau de compactação real, comparando a massa específica seca obtida no campo com a referência de laboratório. Em obras de pavimentação, fundações rasas ou barragens de pequeno porte na zona rural, esse controle evita recalques futuros e garante que as camadas suportem as cargas previstas. Como o solo local varia muito entre manchas arenosas e trechos mais argilosos, cada ponto ensaiado conta uma história diferente sobre a homogeneidade do aterro. O ensaio de densidade in situ também é útil para validar trechos de sapatas onde a base foi recompactada após escavação, assegurando que o contato solo-fundação não comprometa o desempenho estrutural.
Em solos de aterro do sertão pernambucano, a diferença entre 95% e 98% de compactação determina o recalque que o pavimento vai sofrer em cinco anos.



