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Ensaio de Densidade In Situ com Cone de Areia em Petrolina

Geotecnia aplicada a resultados concretos.

SAIBA MAIS

Petrolina está a 376 metros de altitude e já passou dos 350 mil habitantes, com a orla do Rio São Francisco concentrando boa parte da expansão imobiliária e logística dos últimos anos. Aterros sobre os latossolos e argissolos típicos do sertão exigem um controle de compactação que vá além da aparência da camada pronta. O ensaio de densidade in situ com cone de areia é o procedimento que aplicamos para verificar o grau de compactação real, comparando a massa específica seca obtida no campo com a referência de laboratório. Em obras de pavimentação, fundações rasas ou barragens de pequeno porte na zona rural, esse controle evita recalques futuros e garante que as camadas suportem as cargas previstas. Como o solo local varia muito entre manchas arenosas e trechos mais argilosos, cada ponto ensaiado conta uma história diferente sobre a homogeneidade do aterro. O ensaio de densidade in situ também é útil para validar trechos de sapatas onde a base foi recompactada após escavação, assegurando que o contato solo-fundação não comprometa o desempenho estrutural.

Em solos de aterro do sertão pernambucano, a diferença entre 95% e 98% de compactação determina o recalque que o pavimento vai sofrer em cinco anos.

Nossas áreas de serviço

Metodologia e escopo

O crescimento de Petrolina nas décadas de 1980 e 1990, impulsionado pela irrigação e pela fruticultura, espalhou loteamentos sobre terrenos que antes eram caatinga pura. Isso gerou grandes volumes de corte e aterro com solos de comportamento imprevisível. Nosso procedimento segue a ABNT NBR 7185:2016, utilizando areia de Ottawa padronizada e calibração frequente do frasco para evitar desvios acumulados. O cone de areia permite determinar a densidade aparente do solo no local exato da compactação, sem necessidade de extrair amostras indeformadas para o laboratório. A execução envolve a abertura de uma cavidade cuidadosa para não perturbar as paredes, pesagem do material escavado e preenchimento do volume com a areia calibrada, medindo indiretamente o volume da cavidade. Em solos com pedregulhos, é preciso ajustar o diâmetro da placa base para obter uma média representativa, e às vezes complementamos com um ensaio de granulometria para entender a real distribuição dos grãos e sua influência na compactação.
Ensaio de Densidade In Situ com Cone de Areia em Petrolina
Imagem técnica — Petrolina

Fatores do terreno local

Os latossolos da região de Petrolina, quando compactados na umidade errada, formam torrões que falseiam a leitura de densidade — o cone de areia indica compactação adequada, mas os vazios internos dos torrões geram recalque assim que a água de chuva ou irrigação penetra no aterro. Em nossa rotina de campo, encontramos com frequência camadas de aterro executadas com solo seco demais, onde a compactação parece boa visualmente, mas o ensaio de densidade in situ revela um desvio de 4% a 7% em relação à energia especificada. Outro risco é a heterogeneidade dos empréstimos de solo: um mesmo lote pode misturar material siltoso da várzea do São Francisco com areia fina eólica, e o controle pontual com cone de areia precisa ser denso o bastante para detectar essas variações antes que a estrutura de pavimento flexível entre em colapso prematuro.

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Normas aplicáveis

ABNT NBR 7185:2016 – Solo – Determinação da massa específica aparente in situ, com emprego do frasco de areia, ABNT NBR 6457:2016 – Amostras de solo – Preparação para ensaios de compactação e ensaios de caracterização, ABNT NBR 7182:2016 – Solo – Ensaio de compactação, DNIT 092/2006 – ES – Determinação da massa específica aparente in situ com o emprego do frasco de areia

Parâmetros técnicos

ParâmetroValor típico
Norma de referênciaABNT NBR 7185:2016
Diâmetro da placa base150 mm ou 200 mm
Areia padrãoAreia de Ottawa calibrada
Volume mínimo da cavidade700 cm³
Profundidade máxima15 cm
Frequência de controle1 ponto a cada 500 m²
Grau de compactação típico≥ 95% Proctor Normal
Aplicação complementarCBR in situ

Perguntas frequentes

Qual o custo médio de um ensaio de densidade in situ com cone de areia em Petrolina?

O valor unitário por ponto ensaiado costuma variar entre R$250 e R$380, dependendo da quantidade de pontos contratados, da distância de deslocamento dentro do município e da necessidade de relatórios individuais por camada. Para campanhas com mais de 20 pontos, é possível negociar um valor por lote.

Em que tipo de solo o cone de areia não é recomendado?

O método perde precisão em solos com pedregulhos muito graúdos ou com raízes grossas, porque a cavidade fica irregular e a areia de Ottawa não consegue preencher os vazios de forma homogênea. Nesses casos, é preferível usar o método do cilindro biselado ou avaliar outro procedimento normalizado.

Com que frequência devo realizar o ensaio durante a compactação de um aterro?

A prática corrente em Petrolina segue a recomendação de um ponto a cada 500 m² por camada compactada, mas em obras lineares como rodovias, a frequência pode ser maior nos primeiros trechos para ajustar o processo executivo. A decisão final depende do plano de controle tecnológico aprovado para a obra.

O ensaio interfere na camada compactada?

Sim, a abertura da cavidade remove material local, mas o volume afetado é pequeno e pontual. Após a coleta de dados, o furo é preenchido e recompactado manualmente, sem comprometer a integridade da camada para os ensaios seguintes ou para a continuidade da obra.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Petrolina e arredores.

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