O calor do sertão pernambucano não é só um desafio para quem vive em Petrolina — é um fator geotécnico que acelera a evaporação e altera a dinâmica da água no subsolo. Às margens do Velho Chico, onde a irrigação transformou a paisagem, entender como a água percola pelo solo e pela rocha é decisivo. Um ensaio de placa de carga pode indicar a capacidade de suporte, mas sem conhecer a permeabilidade real do terreno, qualquer fundação em área irrigada vira uma aposta. O ensaio de permeabilidade in situ, com as metodologias Lefranc e Lugeon, fornece o parâmetro de condutividade hidráulica que projetos de barragens, poços e contenções exigem. Empreiteiras e consultores que atuam nos polos de fruticultura e vitivinicultura da região recorrem a esse dado para evitar surpresas com subpressão e infiltrações.
No semiárido, o ensaio de permeabilidade não mede apenas fluxo — ele traduz a resposta do terreno a anos de ciclos de seca e irrigação intensiva sobre o aquífero aluvial.



