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Ensaio de Permeabilidade in Situ (Lefranc/Lugeon) em Petrolina

Geotecnia aplicada a resultados concretos.

SAIBA MAIS

O calor do sertão pernambucano não é só um desafio para quem vive em Petrolina — é um fator geotécnico que acelera a evaporação e altera a dinâmica da água no subsolo. Às margens do Velho Chico, onde a irrigação transformou a paisagem, entender como a água percola pelo solo e pela rocha é decisivo. Um ensaio de placa de carga pode indicar a capacidade de suporte, mas sem conhecer a permeabilidade real do terreno, qualquer fundação em área irrigada vira uma aposta. O ensaio de permeabilidade in situ, com as metodologias Lefranc e Lugeon, fornece o parâmetro de condutividade hidráulica que projetos de barragens, poços e contenções exigem. Empreiteiras e consultores que atuam nos polos de fruticultura e vitivinicultura da região recorrem a esse dado para evitar surpresas com subpressão e infiltrações.

No semiárido, o ensaio de permeabilidade não mede apenas fluxo — ele traduz a resposta do terreno a anos de ciclos de seca e irrigação intensiva sobre o aquífero aluvial.

Nossas áreas de serviço

Metodologia e escopo

O contraste entre os solos da margem do rio e os terrenos mais afastados, na direção da zona rural de Izacolândia, é gritante. Perto da orla fluvial predominam aluviões arenosos com lentes de silte, onde o ensaio Lefranc a carga constante ou variável revela valores de permeabilidade que podem variar de 10⁻³ a 10⁻⁵ cm/s. Já nas áreas de embasamento cristalino que afloram em direção ao extremo norte do município, o maciço rochoso fraturado exige o procedimento Lugeon. A injeção de água sob pressão em trechos estanques do furo de sondagem quantifica a absorção do maciço em unidades Lugeon, um dado essencial para projetos de túneis e fundações de barragens. Para complementar a investigação, quando se detectam zonas de alta absorção, a compatibilização com um ensaio de resistividade elétrica ajuda a mapear a continuidade das fraturas em subsuperfície.
Ensaio de Permeabilidade in Situ (Lefranc/Lugeon) em Petrolina
Imagem técnica — Petrolina

Fatores do terreno local

Petrolina está assentada sobre um aquífero aluvial que interage diretamente com o rio São Francisco, e a profundidade do lençol freático oscila bastante entre a estação seca e o período de cheias. Desconsiderar a permeabilidade real nesse contexto gera projetos de drenagem subdimensionados e estruturas de contenção sujeitas a forças de subpressão que os cálculos teóricos não preveem. O maior problema aparece em obras de escavação nas margens do rio: sem um ensaio Lugeon bem executado em rocha fraturada, a injeção de caldas de impermeabilização vira um tiro no escuro. A acreditação do laboratório na norma ABNT NBR ISO/IEC 17025 garante que cada valor de condutividade hidráulica entregue no relatório seja rastreável e auditável, um requisito cada vez mais comum em obras públicas e financiamentos de infraestrutura.

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Material audiovisual

Normas aplicáveis

ABNT NBR 13292:2021 — Solo — Ensaio de permeabilidade in situ pelo método do furo de sondagem, ABNT NBR ISO/IEC 17025 — Requisitos gerais para competência de laboratórios de ensaio e calibração, ABNT NBR 6484:2020 — Sondagem de simples reconhecimento com SPT — Procedimento (base para abertura dos furos Lefranc), Recomendações da ABGE para ensaios de perda d'água sob pressão (Lugeon)

Parâmetros técnicos

ParâmetroValor típico
Profundidade de investigação (Lefranc)Até 30 m em furos abertos com trado mecanizado
Diâmetro mínimo do furo (Lugeon)76 mm (NX) em sondagem rotativa com barrilete duplo
Pressão de injeção (Lugeon)Estágios de 1 a 10 bar, calibrada conforme profundidade do trecho
Regime hidráulico (Lefranc)Carga constante para solos de alta permeabilidade; carga variável para solos siltosos
Conformidade normativaProcedimentos baseados na ABNT NBR 13292 e recomendações do manual da ABGE
Duração típica de um ensaio4 a 8 horas por ponto, dependendo do tempo de estabilização do nível d'água
Apresentação dos resultadosRelatório com gráficos de vazão vs. pressão, cálculo do coeficiente K e classificação do maciço

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre o ensaio Lefranc e o Lugeon?

O Lefranc mede a permeabilidade em solos, geralmente acima do nível freático, usando um furo preenchido com água. O Lugeon é específico para maciços rochosos fraturados: injeta-se água sob pressão em um trecho isolado do furo e mede-se a vazão absorvida pelas descontinuidades da rocha.

Em que situações a prefeitura ou os órgãos de água exigem o ensaio de permeabilidade?

Projetos de barragens, aterros sanitários, lagoas de tratamento e obras que interferem no aquífero aluvial do São Francisco costumam ter esse ensaio como condicionante de licenciamento ambiental, especialmente quando emitido por laboratório com acreditação ISO 17025.

Quanto custa um ensaio de permeabilidade Lefranc ou Lugeon em Petrolina?

O custo fica entre R$1.730 e R$2.520 por ponto de ensaio, dependendo da profundidade, do diâmetro da sondagem e da logística de acesso ao local. Campanhas com múltiplos pontos em um mesmo projeto têm desconto por mobilização.

Como a sazonalidade do rio São Francisco afeta os resultados do ensaio?

A posição do lençol freático muda radicalmente entre a seca e a cheia. Por isso recomendamos executar os ensaios no período mais representativo para a fase crítica da obra. Se a estrutura vai operar com o rio cheio, o ensaio deve refletir a condição de maior subpressão.

Localização e área de serviço

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