Petrolina está a 376 metros de altitude e cresce verticalmente, com edifícios que exigem subsolos cada vez mais profundos. O grande desafio aqui não é só a profundidade: é o comportamento dos solos colapsíveis do semiárido, que mudam de volume com a umidade. Uma escavação de 12 metros na região central demanda critérios diferentes de uma obra próxima à orla do São Francisco, onde o lençol freático aparece cedo. Antes de abrir a frente de obra, combinamos o projeto de escavações profundas com um ensaio CPT para mapear variações de resistência em camadas não saturadas, algo que a sondagem tradicional muitas vezes mascara nos primeiros metros.
Em solo colapsível de Petrolina, uma escavação estável no seco pode romper em 48 horas com a chegada da chuva.



