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Resistividade elétrica / SEV em Petrolina: mapeamento geofísico do subsolo

Geotecnia aplicada a resultados concretos.

SAIBA MAIS

A ABNT NBR 7117 estabelece os parâmetros para medição de resistividade em solos e rochas, e em Petrolina essa diretriz ganha contornos próprios. A cidade repousa sobre o aquífero Urucuia e formações sedimentares do Grupo Bambuí, onde lentes de calcário e variações de salinidade alteram drasticamente a resistividade. O resultado de uma Sondagem Elétrica Vertical mal interpretada pode induzir a profundidades de fundação equivocadas ou a projetos de aterramento subdimensionados.
O equipamento que utilizamos — um resistivímetro com arranjo Schlumberger de 400 W e espaçamento AB/2 ajustável até 300 m — permite investigar camadas além dos 80 metros, algo relevante em áreas de expansão urbana como o Distrito Industrial e a zona oeste do município. A SEV entrega uma curva de resistividade aparente que, depois de invertida com software de modelagem 1D, revela a estratigrafia geoelétrica do ponto investigado. Em Petrolina, onde a sazonalidade do rio São Francisco altera o nível freático, essa informação reduz incertezas de projeto e evita retrabalhos durante a execução da obra.

A curva de resistividade invertida revela a posição exata do contato entre sedimentos saturados e rocha sã, informação que nenhum furo isolado consegue fornecer sozinho.

Nossas áreas de serviço

Metodologia e escopo

O equipamento de campo é transportado em maleta reforçada e opera com quatro eletrodos cravados no solo em linha reta — dois de corrente (A e B) e dois de potencial (M e N). Em Petrolina, a equipe técnica ajusta o espaçamento conforme a profundidade-alvo: AB/2 de 1,5 m para investigação superficial (valas, bases de poste) e AB/2 de 200 m para mapeamento de aquíferos profundos. O resistivímetro injeta corrente contínua de baixa frequência e mede a diferença de potencial, eliminando ruídos com filtro de rejeição de 60 Hz.
Cada SEV gera entre 20 e 35 pontos de medição, dependendo da resolução exigida. A interpretação final cruza a curva de campo com dados de poços do SIAGAS/CPRM e com a geologia local descrita nos mapas da CPRM. Esse procedimento é especialmente útil na zona rural de Petrolina, onde o solo laterítico e a presença de crostas ferruginosas podem mascarar a leitura se o arranjo não for bem calibrado. Para perfurações em rocha, o serviço se complementa com sondagens SPT que fornecem o índice de resistência à penetração em paralelo ao perfil geoelétrico.
Resistividade elétrica / SEV em Petrolina: mapeamento geofísico do subsolo
Imagem técnica — Petrolina

Fatores do terreno local

Um erro recorrente em obras de Petrolina é contratar apenas ensaios de percussão e ignorar a geofísica. A cidade está sobre aquíferos livres e confinados do Grupo Urucuia; furar sem SEV significa não saber onde a rocha sã realmente começa. O resultado aparece meses depois: recalques diferenciais em galpões do Distrito Industrial, trincas em residências do bairro Atrás da Banca e necessidade de reforço de fundações com custo três vezes maior.
Outro problema comum é o superdimensionamento de malhas de aterramento. Sem a curva de resistividade do solo, o projetista adota valores genéricos de norma — e depois a medição de campo acusa resistência de malha acima do limite da NR-10. A SEV resolve isso antes do concreto ser lançado. Recomenda-se executar pelo menos uma sondagem vertical a cada 500 m² em terrenos com geologia heterogênea, como os encontrados entre o centro e a margem direita do São Francisco.

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Normas aplicáveis

ABNT NBR 7117:2012 — Medição da resistividade e determinação da estratificação do solo, ABNT NBR 15749:2009 — Medição de resistência de aterramento e potenciais na superfície do solo, NR-10 — Segurança em instalações e serviços em eletricidade (referência para malhas de aterramento)

Parâmetros técnicos

ParâmetroValor típico
Arranjo padrãoSchlumberger (AB/2 até 300 m)
Potência do transmissor400 W (corrente contínua)
Profundidade de investigação5 m a 150 m (conforme AB/2)
Resolução típica20 a 35 pontos por SEV
Norma de referênciaABNT NBR 7117:2012
Tempo médio por SEV45 a 90 minutos
Filtro de ruídoRejeição de 60 Hz (rede elétrica)

Perguntas frequentes

Quanto custa uma campanha de SEV em Petrolina?

O valor varia entre R$1.330 e R$2.290 por SEV, dependendo da profundidade de investigação (AB/2 máximo), da quantidade de pontos e da necessidade de relatório com inversão 2D. Campanhas com cinco ou mais SEVs têm desconto no valor unitário.

A SEV funciona em solo seco da caatinga?

Funciona, mas requer cuidados. Em solo muito seco, a resistência de contato dos eletrodos sobe e pode dificultar a injeção de corrente. A equipe molha os pontos de cravação com solução salina e, se necessário, aumenta a potência do transmissor para manter a relação sinal-ruído.

Qual a diferença entre SEV e caminhamento elétrico?

A SEV investiga a variação da resistividade em profundidade num ponto fixo, mantendo o centro do arranjo. O caminhamento move todo o arranjo lateralmente e mapeia variações horizontais. Em Petrolina, usamos a SEV para fundações e aquíferos, e o caminhamento para localizar fraturas ou contatos geológicos subverticais.

Quantas SEVs são necessárias para um galpão industrial?

Depende da área e da variabilidade geológica. Para um galpão de 2.000 m² no Distrito Industrial, recomendamos no mínimo três SEVs distribuídas em triângulo, mais um furo SPT de correlação. Se as curvas de resistividade forem muito diferentes entre si, acrescentamos SEVs intermediárias até fechar a malha.

Localização e área de serviço

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