A ABNT NBR 7117 estabelece os parâmetros para medição de resistividade em solos e rochas, e em Petrolina essa diretriz ganha contornos próprios. A cidade repousa sobre o aquífero Urucuia e formações sedimentares do Grupo Bambuí, onde lentes de calcário e variações de salinidade alteram drasticamente a resistividade. O resultado de uma Sondagem Elétrica Vertical mal interpretada pode induzir a profundidades de fundação equivocadas ou a projetos de aterramento subdimensionados.
O equipamento que utilizamos — um resistivímetro com arranjo Schlumberger de 400 W e espaçamento AB/2 ajustável até 300 m — permite investigar camadas além dos 80 metros, algo relevante em áreas de expansão urbana como o Distrito Industrial e a zona oeste do município. A SEV entrega uma curva de resistividade aparente que, depois de invertida com software de modelagem 1D, revela a estratigrafia geoelétrica do ponto investigado. Em Petrolina, onde a sazonalidade do rio São Francisco altera o nível freático, essa informação reduz incertezas de projeto e evita retrabalhos durante a execução da obra.
A curva de resistividade invertida revela a posição exata do contato entre sedimentos saturados e rocha sã, informação que nenhum furo isolado consegue fornecer sozinho.



