Petrolina cresceu às margens do São Francisco, expandindo-se sobre os sedimentos da Bacia do Tucano e depósitos aluvionares que definem a geomorfologia local. O que muitos construtores ignoram é que, embora o Brasil seja um país intraplaca, a região registra sismos de baixa intensidade que, combinados com solos arenosos saturados, podem amplificar vibrações de forma inesperada. O microzoneamento sísmico na cidade quantifica esses efeitos de sítio, mapeando a resposta dinâmica do terreno a partir de dados geotécnicos e geofísicos. Nosso laboratório acreditado aplica a ABNT NBR 15421:2006 e as diretrizes do Eurocódigo 8 para cenários de referência, integrando refração sísmica e MASW na definição dos perfis de Vs30 exigidos por normas internacionais.
Em Petrolina, a resposta sísmica não depende só da magnitude do evento, mas da espessura das camadas de areia saturada sobre o embasamento cristalino.



