Petrolina está assentada sobre os depósitos aluvionares e coluvionares da margem esquerda do Rio São Francisco, onde predominam areias finas siltosas e argilas de comportamento laterítico, típicas do sertão pernambucano. Com temperaturas médias anuais em torno de 26,5 °C e chuvas escassas, o solo local desenvolve uma crosta superficial resistente que engana muitos projetistas. Empreiteiras que atuam na duplicação de trechos da BR-407 ou na expansão dos distritos de irrigação sabem que o subleito responde de forma muito distinta quando compactado na umidade ótima. O estudo CBR para projeto viário é a única maneira confiável de prever o comportamento desse material sob cargas repetidas. A gente roda o ensaio seguindo a ABNT NBR 9895, medindo expansão por imersão e resistência à penetração em corpos de prova moldados com energia Proctor. Sem esse dado, o dimensionamento de pavimento flexível vira aposta, e o custo de manutenção precoce aparece antes do primeiro ano de operação. Para obras que exigem caracterização completa do perfil, complementamos com sondagens SPT que revelam a variabilidade do pacote sedimentar até o impenetrável.
No semiárido de Petrolina, o CBR do subleito pode cair pela metade depois de 96 horas de imersão, mesmo em solos que parecem firmes na estiagem.



