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Estudo CBR para Projeto Viário em Petrolina: Suporte do Subleito para Pavimentação

Geotecnia aplicada a resultados concretos.

SAIBA MAIS

Petrolina está assentada sobre os depósitos aluvionares e coluvionares da margem esquerda do Rio São Francisco, onde predominam areias finas siltosas e argilas de comportamento laterítico, típicas do sertão pernambucano. Com temperaturas médias anuais em torno de 26,5 °C e chuvas escassas, o solo local desenvolve uma crosta superficial resistente que engana muitos projetistas. Empreiteiras que atuam na duplicação de trechos da BR-407 ou na expansão dos distritos de irrigação sabem que o subleito responde de forma muito distinta quando compactado na umidade ótima. O estudo CBR para projeto viário é a única maneira confiável de prever o comportamento desse material sob cargas repetidas. A gente roda o ensaio seguindo a ABNT NBR 9895, medindo expansão por imersão e resistência à penetração em corpos de prova moldados com energia Proctor. Sem esse dado, o dimensionamento de pavimento flexível vira aposta, e o custo de manutenção precoce aparece antes do primeiro ano de operação. Para obras que exigem caracterização completa do perfil, complementamos com sondagens SPT que revelam a variabilidade do pacote sedimentar até o impenetrável.

No semiárido de Petrolina, o CBR do subleito pode cair pela metade depois de 96 horas de imersão, mesmo em solos que parecem firmes na estiagem.

Nossas áreas de serviço

Metodologia e escopo

Em uma obra recente de pavimentação de um loteamento no bairro Jardim São Paulo, o subleito apresentava um silte arenoso micáceo com CBR de apenas 4% na energia normal, totalmente incompatível com o tráfego previsto para ônibus urbanos. Nossa equipe orientou a substituição por 40 cm de material de empréstimo da região de Izacolândia, que depois de compactado entregou CBR de 22% e expansão inferior a 0,5%. O ensaio de CBR para projeto viário que executamos inclui três pontos de moldagem, com teores de umidade variando 2% abaixo e acima da ótima obtida no Proctor, para construir a curva de compactação real. O corpo de prova fica submerso por quatro dias, com leituras diárias de expansão no extensômetro, e depois vai para a prensa onde medimos a penetração do pistão padronizado. Em Petrolina, a grande variação de umidade entre a estação seca e o período de chuvas concentradas entre dezembro e março torna a análise de expansão tão crítica quanto o próprio índice de suporte. Muitas vezes recomendamos também a verificação da densidade in situ com cone de areia para garantir que a compactação de campo alcance no mínimo 95% do Proctor de referência.
Estudo CBR para Projeto Viário em Petrolina: Suporte do Subleito para Pavimentação
Imagem técnica — Petrolina

Fatores do terreno local

A história recente de Petrolina é marcada por um crescimento urbano acelerado desde a década de 1980, impulsionado pela fruticultura irrigada e pela instalação de distritos industriais às margens da BR-407. Loteamentos foram abertos sobre solos coluvionares com drenagem insuficiente, e muitas vias internas de condomínios horizontais foram pavimentadas sem estudo CBR para projeto viário, confiando apenas na aparência seca e resistente do terreno. O risco aparece na primeira estação chuvosa, quando o lençol freático sobe nos bolsões de argila e o subleito amolece, gerando afundamentos em trilha de roda e trincas por fadiga no revestimento asfáltico. Recuperar um pavimento que falhou por subdimensionamento do suporte custa de três a cinco vezes mais do que ter executado os ensaios geotécnicos na fase de projeto. Em Petrolina, onde o tráfego de caminhões transportando manga e uva para o porto de Suape é intenso, o prejuízo logístico de uma via interditada para reparos se soma ao custo direto da obra.

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Material audiovisual

Normas aplicáveis

ABNT NBR 9895:2016 – Solo – Índice de Suporte Califórnia (ISC) – Método de ensaio, ABNT NBR 7182:2016 – Solo – Ensaio de Compactação, DNIT 172/2016 – ME – Solos – Determinação do Índice de Suporte Califórnia

Parâmetros técnicos

ParâmetroValor típico
Norma técnica aplicávelABNT NBR 9895:2016 (Índice de Suporte Califórnia)
Energia de compactaçãoProctor Normal ou Intermediário (conforme projeto)
Diâmetro do corpo de prova152 mm (moldado em 5 camadas)
Período de imersão para expansão96 horas com leituras diárias
Sobrecarga durante imersão4,54 kg (simula camada de pavimento)
Velocidade de penetração do pistão1,27 mm/min
Parâmetros obtidosCBR (%), Expansão (%), Curva de compactação

Perguntas frequentes

Quanto custa um ensaio CBR para projeto viário em Petrolina?

O valor do ensaio de CBR para projeto viário em Petrolina fica entre R$440 e R$820, dependendo da quantidade de pontos de amostragem e da energia de compactação solicitada pelo projetista. Esse intervalo cobre o ensaio completo com curva de compactação Proctor e relatório técnico conforme a ABNT NBR 9895.

Qual a diferença entre CBR e Proctor no dimensionamento de pavimento?

O ensaio Proctor determina a umidade ótima e a massa específica seca máxima do solo, definindo como ele deve ser compactado em campo. Já o CBR mede a resistência que esse solo compactado oferece à penetração, simulando o efeito do tráfego. O Proctor é o primeiro passo; o CBR é o parâmetro de entrada para dimensionar as camadas do pavimento flexível.

Com quanto tempo de antecedência preciso solicitar o ensaio?

Recomendamos coletar as amostras de subleito e enviar ao laboratório com pelo menos 15 dias de antecedência em relação à data prevista para início da terraplenagem. O ensaio de CBR exige quatro dias somente na etapa de imersão, mais o tempo de preparação dos corpos de prova, compactação e emissão do relatório. Em Petrolina, onde as janelas de obra antes do período chuvoso são curtas, esse prazo evita atrasos na liberação da frente de serviço.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Petrolina e arredores.

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