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PETROLINA
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Ensaio SPT em Petrolina: Investigação Geotécnica para Fundações Seguras

Geotecnia aplicada a resultados concretos.

SAIBA MAIS

Petrolina cresceu apoiada sobre os sedimentos da Bacia do Jatobá e os depósitos aluviais do Velho Chico. Quem circula pela Orla ou pelos canteiros da Zona de Expansão sabe que o perfil do solo muda radicalmente em poucos metros — de areias finas eólicas a argilas siltosas de várzea. Em mais de duas décadas acompanhando obra na região, aprendemos que a cravação do amostrador padrão revela muito mais do que números de golpes: ela conta a história deposicional do terreno. O ensaio SPT executado com critério técnico rigoroso identifica essas transições e evita surpresas na hora de dimensionar as fundações. Para terrenos onde a camada resistente aparece profunda, complementamos a investigação com o ensaio CPT quando o projeto exige um perfil contínuo de resistência de ponta e atrito lateral, especialmente útil nas argilas moles da planície fluvial.

Abrir um furo de SPT na margem do São Francisco é quase uma aula de sedimentologia: cada metro descido conta um ciclo de cheia e vazante que moldou o terreno onde você vai construir.

Nossas áreas de serviço

Metodologia e escopo

Todo ensaio SPT que executamos em Petrolina segue estritamente a ABNT NBR 6484:2020, mas a norma sozinha não resolve os desafios locais. O solo residual da Formação Tacaratu, que aflora em boa parte do município, exige atenção redobrada na contagem do NSPT porque a presença de seixos de quartzo pode falsear a nega prematuramente. Nossa prática de campo inclui a verificação do avanço por lavagem e o registro cuidadoso do tipo de material recuperado no amostrador bipartido. Isso faz diferença real: já vimos laudos que indicavam impenetrável aos 12 metros e, com reensaio e circulação d'água adequada, atravessamos um pacote de pedregulho e atingimos a rocha sã aos 18 metros. Em paralelo, quando o projeto exige parâmetros de resistência não drenada para análise de estabilidade, recorremos ao ensaio triaxial em amostras indeformadas extraídas de poços de inspeção, correlacionando os resultados com o índice de resistência à penetração obtido no furo.
Ensaio SPT em Petrolina: Investigação Geotécnica para Fundações Seguras
Imagem técnica — Petrolina

Fatores do terreno local

Acompanhamos de perto a reforma de um galpão logístico no Distrito Industrial, onde o projeto original — baseado em sondagens antigas — previa sapatas isoladas a 1,5 m. Durante a escavação apareceu um bolsão de areia fofa saturada que não constava em relatório nenhum. Refizemos três furos de SPT no perímetro e constatamos que a compacidade caía de média a muito fofa entre 2 e 4 metros, bem na cota de assentamento. O recalque diferencial seria inevitável se a obra seguisse com o projeto antigo. A solução passou por recalcular as fundações com os novos valores de NSPT e migrar para estacas pré-moldadas que transferem a carga para a camada competente abaixo dos 8 metros. Em Petrolina, onde a variação lateral de fácies sedimentares é regra e não exceção, pular a investigação ou reutilizar dados de terrenos vizinhos é um risco que nenhum calculista deveria assumir. A economia aparente desaparece no primeiro recalque que trinca um piso industrial.

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Email: info@sondajespt.org

Normas aplicáveis

ABNT NBR 6484:2020 — Solo — Sondagem de simples reconhecimento com SPT — Método de ensaio, ABNT NBR 6122:2022 — Projeto e execução de fundações, ABNT NBR 7250:2020 — Identificação e descrição de amostras de solos obtidas em sondagens de simples reconhecimento, ABNT NBR 8036:1983 — Programação de sondagens de simples reconhecimento dos solos para fundações de edifícios

Parâmetros técnicos

ParâmetroValor típico
Norma de execuçãoABNT NBR 6484:2020
Diâmetro de revestimento2 1/2" (63,5 mm) interno
Peso do martelo65 kg (queda livre de 75 cm)
Intervalo de amostragemA cada metro de profundidade
Profundidade máxima típica na regiãoAté 25 m com circulação de água
Amostrador padrãoRaymond-Terzaghi bipartido (2" x 1 3/8")
Registro contínuoNSPT, tipo de solo, cor e consistência/compacidade

Perguntas frequentes

Quantos furos de SPT são necessários para um terreno de 500 m² em Petrolina?

A ABNT NBR 8036 orienta no mínimo 3 furos para terrenos até 1200 m², distribuídos de forma a cobrir toda a projeção da edificação. Em Petrolina, onde a variação lateral do perfil sedimentar é comum, recomendamos manter essa quantidade mínima mesmo para lotes menores e, se a obra tiver mais de dois pavimentos, considerar um furo adicional nos cantos opostos para verificar a homogeneidade do depósito.

Qual a profundidade típica de um ensaio SPT na região de Petrolina?

Depende do porte da obra e do perfil do terreno. Para residências de até dois pavimentos, furos entre 8 e 12 metros costumam ser suficientes. Em edifícios comerciais na Orla ou na Avenida da Integração, onde as cargas são maiores e o lençol freático pode estar próximo à superfície, avançamos até 18 ou 20 metros, ou até atingir o impenetrável a percussão, seguindo o critério de parada da NBR 6484.

Qual é o custo médio de um ensaio SPT em Petrolina?

O valor de um ensaio SPT completo na região gira entre R$1.200 e R$1.830 por furo, dependendo da profundidade contratada, da mobilização da equipe até o local e da necessidade de revestimento em trechos com solo colapsível. O preço inclui o relatório técnico com perfil individual do furo, classificação tátil-visual, planilha de golpes e sugestão de cota de assentamento.

O ensaio SPT detecta a profundidade do lençol freático?

Sim, durante a perfuração registramos a cota do nível d'água ao final de cada jornada e, sempre que possível, medimos novamente após 24 horas para verificar a estabilização. Em Petrolina, especialmente nos bairros próximos ao rio, o lençol pode variar sazonalmente, e essa informação é crítica para o projeto de contenções e para a escolha do método de escavação das fundações.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Petrolina e arredores. Mais info.

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