Petrolina cresceu apoiada sobre os sedimentos da Bacia do Jatobá e os depósitos aluviais do Velho Chico. Quem circula pela Orla ou pelos canteiros da Zona de Expansão sabe que o perfil do solo muda radicalmente em poucos metros — de areias finas eólicas a argilas siltosas de várzea. Em mais de duas décadas acompanhando obra na região, aprendemos que a cravação do amostrador padrão revela muito mais do que números de golpes: ela conta a história deposicional do terreno. O ensaio SPT executado com critério técnico rigoroso identifica essas transições e evita surpresas na hora de dimensionar as fundações. Para terrenos onde a camada resistente aparece profunda, complementamos a investigação com o ensaio CPT quando o projeto exige um perfil contínuo de resistência de ponta e atrito lateral, especialmente útil nas argilas moles da planície fluvial.
Abrir um furo de SPT na margem do São Francisco é quase uma aula de sedimentologia: cada metro descido conta um ciclo de cheia e vazante que moldou o terreno onde você vai construir.



