Petrolina cresceu apoiada na força do Vale do São Francisco, transformando a caatinga em um dos polos agrícolas mais produtivos do Brasil. Esse desenvolvimento urbano acelerado trouxe consigo um desafio geotécnico particular: a transição brusca entre os solos residuais da formação geológica do embasamento cristalino e os extensos depósitos aluvionares do Rio São Francisco. Em nossa experiência, é justamente nessa heterogeneidade que a caracterização correta faz toda a diferença entre uma fundação segura e recalques indesejados. Para projetos que vão desde galpões frigoríficos até condomínios na zona leste da cidade, o ensaio de análise granulométrica (peneiramento + hidrômetro) fornece a base para classificar o solo no sistema unificado. Trabalhamos com procedimentos alinhados à ABNT NBR 7181:2016 para garantir rastreabilidade em cada fração medida, da areia grossa até a menor partícula de argila.
A curva granulométrica não é só um gráfico: é a identidade do solo do Sertão, revelando desde a areia fina do rio até a argila laterítica do planalto.



